Artigo

Tens backups? Pergunta errada. Já testaste um restauro?

Quando pergunto por backups, a resposta é quase sempre confiante:

“sim, temos backups automáticos.”

A minha segunda pergunta muda o tom da conversa:

👉 quando foi a última vez que restauraram um?


A diferença que ninguém quer ver

Ter backups e conseguir recuperar são coisas diferentes.

Entre uma e outra estão perguntas que só têm resposta quando se testa:

  • o backup inclui tudo o que é crítico?
  • quanto tempo demora um restauro completo?
  • alguém sabe fazer o procedimento — ou só “o António”?
  • o backup está protegido do mesmo ataque que afetaria os originais?

Um backup nunca testado é uma esperança com agendamento automático.


O cenário que importa

O teste não é “consigo recuperar um ficheiro apagado?”

É este:

segunda-feira, 8h da manhã, os sistemas não arrancam.

  • quanto tempo até a operação voltar?
  • quantos dados se perdem?
  • quem faz o quê, por que ordem?
  • como funciona a empresa entretanto?

Se estas respostas não existem escritas, não existe plano.

Existe improviso adiado.


Recuperação é um problema de gestão

Repara que quase nada disto é técnico:

  • decidir quanto tempo de paragem é tolerável
  • decidir quantos dados se podem perder
  • atribuir responsabilidades
  • treinar o procedimento

São decisões de negócio.

O que é técnico — a ferramenta de backup — é a parte mais fácil.


Conclusão

A pergunta “temos backups?” dá conforto.

A pergunta “quanto tempo demoramos a voltar a operar?” dá controlo.

E só há uma forma de saber a resposta:

👉 testar o restauro antes de precisar dele.